“Alice no País das Maravilhas”, de Tim Burton, lembra um desfile de moda muitos criticos e pessoas que foram ao cinema estão questionando que para quem não entende afundo sobre moda fica sem entender a ideologia narrativa .Um espetáculo agradável aos olhos, mas frio, mecânico, artificial como os passos dos modelos. Uma sucessão de figuras exóticas com roupas idem, mas que não interagem para formar uma narrativa. Confira as críticas:
Um dos grandes diretores do cinema contemporâneo, Burton tem essa limitação recorrente na parte mais frágil de sua obra, em trabalhos como “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça” e “Planeta dos Macacos””. Existe um esforço tão grande para criar um visual arrebatador, para conceber personagens originais, que parece sobrar pouca energia para construir uma história interessante.
Até mesmo Depp, que estabeleceu com Burton uma das parcerias mais frutíferas do cinema atual, está longe de sua habitual excelência. Seu Chapeleiro Maluco é apenas uma soma de trejeitos, uma caricatura exangue. Assim como a Rainha Branca criada por Hathaway. A única que consegue injetar um pouco de vida em seu personagem é Bonham-Carter, mulher de Burton na vida real.
O país das maravilhas de Burton não é aquele delírio lisérgico imaginado por Carroll, mas um universo paralelo criado pela própria Alice para escapar de uma existência conformada e previsível. Como outros filmes do cineasta, “Alice” é uma apologia da imaginação. Mas, infelizmente, não é um triunfo de imaginação.




